segunda-feira, 16 de maio de 2011

Carne suína ganha espaço em restaurantes

Aquele animal muito gordo, sempre sujo e perigoso está mais para o imaginário que para a pura realidade. O porco contemporâneo é esbelto, limpinho, criado em confinamento com higiene controlada e alimentado com ração --não com restos de comida. 

Mesmo sem ter se desfeito dos estigmas do passado --de que tem alto teor de gordura e colesterol, transmite doenças mortais e é produzida em condições insalubres--, a carne suína é a mais consumida no mundo. 

Esse patamar que foi alcançado pelo reforço pesado da China, é certo --e pela queda da oferta de carne bovina, o.k. Mas, no Brasil, nota-se um crescimento progressivo da procura por essa carne. 

"A tendência é que a exportação também cresça, principalmente agora, que a presidente [Dilma Rousseff] abriu o mercado da China", diz Jurandi Soares Machado, da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína. 

Com preços mais acessíveis, o produto tem se multiplicado nas mesas de restaurantes, preparado com técnicas apuradas, como choque térmico e cozimento longo em baixa temperatura. 

Pelas mãos de chefs o porco ganha leituras apoiadas em cortes ousados (além da trinca lombo-costela-bisteca). E as crendices sobre esse alimento são postas de lado. 

BANHA DE PORCO

Depois de trazido ao Brasil pelos colonizadores portugueses, no século 16, o porco brilhou em festas populares, onde era servido inteiro. 

Até a década de 50, a extração da banha era o principal uso que se fazia desse animal. Ela tinha duas finalidades: era usada como base para cozinhar e, na ausência de geladeira, conservava carnes, imersas na gordura. 

Com a expansão da eletricidade e o surgimento dos óleos vegetais, a banha deixou de ser proveitosa e abriu alas para a carne. 

As porcentagens de gordura e colesterol da carne suína diminuíram, o que a torna comparável à bovina e ao frango, para a engenheira de alimentos Cinara Shibuya. 

Parte dessa tese é compartilhada pela doutora em ciência de alimentos, Neura Bragagnolo. "Na pesquisa, a carne suína mostrou o mesmo teor de colesterol que o filé de frango e a carne bovina, independentemente do corte." 

Quanto à gordura, pouco se fala sobre a seguinte característica da banha do porco: por ser disposta em uma camada, é mais fácil de ser separada da carne. O mesmo não se repete no boi, que tem a gordura entremeada. 

Para o cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração, Daniel Magnoni, não interessa a origem animal e sim a quantidade de gordura saturada da carne. "Cortes de porco hoje têm menos dessa gordura que bovinos." 

Quanto ao medo de doenças que podem ser transmitidas por porco, como teníase e cisticercose, a resposta dos especialistas é unânime: com os criadouros atuais, a chance de o suíno se tornar hospedeiro de verme e contaminar alguém é quase nula.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Leite funcional direto da vaca

Tudo para reduzir o colesterol, você sabia que normalmente apenas metade dos nutrientes contidos no leite que se compra nos supermercados é absorvido pelo organismo? Isso ocorre, entre outras razões, porque a constituição do leite de vaca é ideal para nutrir bezerros, não seres humanos. "O leite longa vida (um dos mais consumidos), por exemplo, após passar pelo processo de higienização em alta temperatura, é enriquecido com cálcio, ferro e outros minerais de baixa absorção pelo organismo", explica a pesquisadora científica do Polo Centro Leste da Apta, em Ribeirão Preto (SP), Márcia Saladini, que integra o programa Leite Funcional, cujo principal objetivo é modificar a composição do leite de vaca, de modo a torná-lo mais adequado às necessidades nutricionais humanas.

O primeiro experimento do estudo foi conduzido em 2009, na Fazenda Experimental de Zootecnia do Polo Centro Leste. Segundo Márcia, à dieta das vacas foram adicionados óleo de girassol, vitamina E e selênio. "Incluímos o óleo de girassol para mudar o perfil de ácidos graxos do leite, aumentando sua quantidade de gorduras insaturadas, que ajudam a diminuir o colesterol ruim (HDL)", explica. Já a vitamina E e o selênio, de acordo com a pesquisadora, foram adicionados por serem importantes antioxidantes que ajudam a ativar o sistema imune.

"Observamos uma modificação no leite produzido pelas vacas, que passou a apresentar uma presença maior desses nutrientes", conta Márcia.

O leite produzido no experimento foi consumido durante 3 meses, por 80 crianças do ensino integral público da cidade de Casa Branca (SP), que passaram a apresentar níveis maiores de vitamina E e selênio no sangue, assim como aumento do colesterol bom.

Nível de absorção. Márcia chama a atenção para a eficiência do processo em comparação com o enriquecimento artificial do leite. "Quando os nutrientes estão presentes ali de forma orgânica, o nível de absorção salta para próximo a 80%, superior até do que os apresentados quando se toma um suplemento alimentar, como uma pílula de cálcio, por exemplo."

Mais que produzir um alimento adequado à dieta humana, a pesquisadora observa que a alteração na dieta melhorou também a saúde das vacas, que passaram a apresentar índices menores de mastite subclínica. "As vacas passaram a ter uma maior média de produção de leite e com qualidade, o que é importante, já que a tendência daqui em diante é a de que o produtor passe a ser remunerado pela qualidade do leite oferecido."

O próximo experimento do projeto ocorre ainda este ano e baseia-se no aumento da quantidade de óleo de girassol, vitamina E e selênio na dieta das vacas. "O objetivo é medir o efeito na saúde dos animais, na qualidade do leite e a influência na nutrição e saúde de idosos."

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Colesterol - Fatores de risco

Pare de fumar: fumantes possuem duas vezes mais risco de ter um ataque do coração do que os não-fumantes e estão muito mais propensos a morrer se sofrerem um ataque do coração.

Melhore seu colesterol: o risco de uma doença do coração sobe conforme os níveis de colesterol aumentam. Um total de colesterol acima de 200, um HDL, ou o nível do bom colesterol abaixo de 40, ou um LDL, ou o nível do mau colesterol acima de 160 indicam um aumento no risco de doenças do coração. Naturalmente, esses números precisam ser analisados caso a caso, levando em consideração todos os seus riscos de ter uma doença do coração. Uma dieta pobre em colesterol e gorduras saturadas irá reduzir os níveis de risco de uma doença do coração.

Controle a pressão sanguínea: a pressão alta é uma doença bastante comum. Assim como o colesterol, a interpretação da pressão sanguínea precisa ser particularizada, levando em consideração todo o perfil de risco. Hoje a medicação para pressão é eficiente, segura e fácil de tomar.

Exercite-se: quem não se exercita tem um risco maior de morte ou de doenças do coração comparado a indivíduos que se exercitam de forma leve ou moderada. Até atividades de lazer, como jardinagem ou caminhadas, podem reduzir seu risco.

Coma corretamente: coma uma comida saudável ao seu coração, isso é, pobre em gordura e em colesterol. Tente aumentar as quantidades de vitaminas que você ingere, especialmente antioxidantes, que comprovadamente reduzem o risco de doenças do coração.

Atinja e mantenha um peso saudável: excesso de peso impõe um esforço maior para seu coração e agrava o risco de outros fatores que levam às doenças de coração, como o diabetes. Ao comer corretamente e ao se exercitar, você pode perder peso e reduzir o risco de ter uma doença do coração.

Controle o stress e a raiva: o mau controle do stress e da raiva pode levar a ataques do coração e paradas cardíacas.

Controle o diabetes: se não controlado adequadamente, o diabetes pode levar a danos, incluindo ataques do coração e morte.

Quais são os sintomas da doença arterial coronariana?

O sintoma mais comum é a angina. Angina pode ser descrita como um desconforto, peso, pressão, dor, queimação, adormecimento, sensação de estar cheio ou aperto. Pode ser confundida com indigestão ou azia. A angina é normalmente sentida no peito, mas também pode ser sentida no ombro esquerdo, nos braços, no pescoço, nas costas ou na mandíbula. Outros sintomas que podem ocorrer são:

Falta de ar
Palpitação (batimentos cardíacos irregulares ou batimentos pulados)
Aceleração dos batimentos
Fraqueza ou vertigem
Náusea
Suadouro

Aprenda a reconhecer seus sintomas e as situações que os causaram. Chame um médico se você começar a ter novos sintomas ou se eles se tornarem mais freqüentes ou severos. Se você ou alguém com quem você esteja experimentar um desconforto no peito, especialmente em conjunto com um ou dois dos sintomas listados acima, não espere mais do que cinco minutos para chamar uma ambulância ou ir ao pronto socorro.

Se você tem angina e lhe foi prescrito nitroglicerina, chame seu médico ou alguém para te levar para a emergência se a dor persistir depois de você tomar duas doses (tomadas com cinco minutos de intervalo) ou depois de 15 minutos. Os atendentes do serviço de emergência podem dar a você uma aspirina para quebrar um possível coágulo, se você não tiver nenhuma restrição ao remédio. Isquemia e até um ataque do coração podem ocorrer sem nenhum sinal de alarme. Isso é chamado de isquemia silenciosa e é mais comum em pessoas com diabetes.

O que é isquemia?

Quando uma placa ou um conteúdo gorduroso estreita a parte interna da artéria em um nível em que não se pode mais suprimir o organismo com o suficiente sangue rico em oxigênio, uma câimbra ocorre no músculo. Isso é chamado de isquemia. Ela pode ser comparada a uma cãibra na perna. Quando alguém se exercita por um longo período, os músculos têm câimbra porque eles ficam famintos de oxigênio e de nutrientes.

Seu coração, também um músculo, precisa de oxigênio e nutrientes para trabalhar. Se o abastecimento de sangue é inadequado para suprir as necessidades do coração, a isquemia acontece, e você pode sentir dor no peito ou outros sintomas. A isquemia é mais comum de ocorrer quando o coração demanda oxigênio extra. Isso é mais freqüente durante:

Esforço (atividade física)
Refeições
Estado de excitação ou stress
Exposição ao frio

A doença arterial coronariana pode progredir para um ponto no qual a isquemia pode acontecer até mesmo em repouso. Quando a isquemia é aliviada em um curto período de tempo (menos de 10 minutos) com repouso ou medicação, você pode dizer que você tem uma doença arterial coronariana estável ou uma angina estável .

Como uma doença arterial coronariana se desenvolve?

Suas artérias coronarianas são tubos ocos. Dentro, elas são lisas e elásticas, permitindo que o sangue flua livremente.

Antes da adolescência, a gordura começa a se depositar nas paredes dos vasos sanguíneos. Conforme você envelhece, a gordura se acumula. Isso prejudica as paredes dos vasos sanguíneos.
Para tentar se curar, as células liberam substâncias químicas que fazem as paredes endurecer.
Então, outras substâncias, como as células inflamatórias, proteínas e cálcio, percorrem seu sistema sanguíneo e começam a grudar nas paredes sanguíneas. A gordura e outras substâncias se combinam para formar um material chamado placa. A placa cresce e estreita a artéria (aterosclerose).

Muitos depósitos de placas são duros internamente e moles por dentro. A superfície dura pode quebrar ou se partir, expondo a parte macia e gordurosa de dentro.Quando isso acontece, as plaquetas (partículas em forma de disco que ajudam na coagulação) vão para as artérias e um coágulo de sangue se forma ao redor da plaqueta. Isso leva a artéria a se estreitar ainda mais. Às vezes, o coágulo de sangue se parte e o abastecimento de sangue se restaura.

Ao longo do tempo, uma artéria coronariana estreitada pode desenvolver novos vasos sanguíneos que vão para envolta do bloqueio para pegar sangue para o coração. Contudo, durante período de grande stress ou esforço, as novas artérias podem não suprir o coração com o sangue rico em oxigênio de forma adequada. Em outros casos, o coágulo de sangue pode bloquear o suprimento de sangue para o músculo, causando o que é chamado de síndrome aguda coronariana. Esse, na verdade, é o nome dado a três sérios quadros:

Angina instável: Pode ser amenizada com medicação oral, é instável e pode progredir para um ataque do coração. Normalmente uma medicação mais intensa ou um procedimento é necessário para tratar essa síndrome coronariana aguda

Infarto do miocárdio sem desnivelamento do segmento ST: Esse ataque do coração não leva a mudanças substanciais no eletrocardiograma. Contudo, substâncias químicas indicam que o dano aconteceu ao coração

Infarto do miocárdio com desnivelamento do segmento ST: Esse ataque do coração é causado por um prolongado período de bloqueio no fornecimento de sangue. Afeta uma grande área do coração e causa mudanças no eletrocardiograma, assim como nas substâncias químicas do sangue.

Algumas pessoas têm sintomas que as levam a dizer que em breve terão uma síndrome aguda coronariana, outras podem não ter nenhum sintoma até alguma coisa acontecer e outras não têm nenhum sintoma da síndrome.

Tipos e riscos de arterosclerose

Doença arterial coronariana
A doença arterial coronariana também pode ser chamada, simplesmente, de doença do coração.

O que é a doença arterial coronariana? Doença coronariana arterial é a arterosclerose das artérias coronarianas. A aterosclerose pode ocorrer quando as artérias ficam entupidas ou estreitadas, restringindo o fluxo de sangue para o coração. Sem o sangue necessário, o coração fica carente de oxigênio e de nutrientes vitais para que ele opere de forma adequada.